Eu
disse, disse sim,
Mesmo sabendo que não me ouvia.
E
disse, e continuei a dizer
Enquanto sentia as lágrimas rolarem
E seu corpo estremecer.
Dizia
desesperadamente
Tudo o que não podia me esquecer
Eu sabia que não mais me via,
E a dor em meu peito se fazia.
Esta
seria a nossa última despedida,
E nela eu lhe entregava minha prece mais polida.
O
golpe certeiro, desferido com maestria,
Pelo sorriso sarcástico que soava zombaria,
Tirou-lhe o brilho do olhar que não mais se via.
E
enquanto o seu sangue se esvazia,
Em meu peito uma ferida se abria,
Tão dolorosa como minha covardia,
Enquanto o teu sangue ao meu se confundia.
Em
meus braços teu sorriso se desfazia,
E em meu peito grande tristeza brotava,
Pois no teu peito o coração já não pulsava
Deitei-me ao teu lado, certa da morte que viria.
Lembrando
a arma que lhe tirara a vida,
A mesma que perfurou-me com grande covardia,
E que aos poucos, em lenta agonia,
Tirava-me
impiedosamente o ultimo suspiro de vida...
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