sábado, 11 de abril de 2015

A vida e os hábitos dos objetos



Finalmente o último funcionário sai do escritório e tranca a porta. O escritório foi deixado organizado e limpo como todas as noites.
De repente em um porta canetas qualquer, uma caneta levanta a tampa até a altura de seus olhos e inspeciona o lugar. A barra estava limpa! Com três rápidas batidas na mesa ela avisa o resto dos objetos do escritório e então começa a euforia!
Gavetas se abrem jogando papéis, grampos, grampeadores, clips, e pranchetas para fora. O lixo começa a soltar papéis pelo ar que rapidamente se desdobravam e se transformavam em aviões, que com ajuda dos ventiladores, sobrevoavam sem sequer vacilar por todo o local. Já os documentos importantes (dentro das gavetas ) preocupados em não amassar um só pedaço de seu corpo, fugiam desesperados do grampeador selvagem que tentava grampeá-los e estraga-los. As luzes acendiam e apagavam cada uma em seu tempo, fazendo o local parecer uma discoteca. Enquanto isso canetas e lapiseiras formavam suas fileiras com grafites em mão como se fossem espadas e lanças lutavam em batalhas entre si por mera diversão.  Os computadores entravam em vários sites de diversos temas e tópicos enquanto um grupo de clips assistia como se estivessem em um cinema. Mouses apostavam corridas em volta das mesas. Borrachas apagavam lembretes e memorandos apenas para ver os funcionários no dia seguinte enlouquecerem.
E assim foi por toda a noite. Logo antes da manhã raiar, o relógio apita alertando todos que já era hora de parar, fazendo todos os objetos voltarem ao seu devido lugar... Ou quase.

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