Sinto meus pensamentos como dilúvio
E me afogo em tudo o que não consigo
controlar
Meus sonhos eram como borboletas azuis
Mas se foram, sem lugar para habitar
O medo era a certeza que eu tinha
Mas agora já não tenho mais
E quanto ás coisas que eu queria
Tudo eu deixe para trás
Era apenas o desejo de uma vida tranquila
O sonho de pertencer a uma família
Mas eu não pertenço, de fato, a lugar algum
Me sinto cada vez mais vazia, sem futuro
nenhum
E quando achei que havia um lugar para
ficar
Quando achei que havia uma pessoa para se
importar
A vida se mostrou mais fria e sem
compaixão
E o levou para morte, dentro de um caixão
Ele era pai, amigo e companheiro
Era mestre, mentor e professor
Eu era a filha, a neta e a amiga
Eu era a pessoa que lhe dava algum amor
E o único que seu sangue tinha
O único que ainda era família
O abandonou por um pouco de louvor
O esqueceu
se julgando “trabalhador”
E eu que vim da rua, do nada e sem nada
Sou a única que entrega em seu leito
Com palavras tristes e sem jeito
A história que ele dizia ser a mais
sonhada...
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