Ele era como um anjo de asas de cera.
E ele voava alto, e se arriscava próximo ao sol.
Seu olhar sempre além do horizonte,
Seu coração sempre além do alcance.
Ele tinha aquele sorriso meio sem jeito,
E erguia a sobrancelha sem perceber.
Quando falava demonstrava anseio,
Por tudo o que mundo pudesse oferecer.
E ele era mar e poesia,
Realidade e fantasia.
Ele jamais dizia que não,
Mas sempre dizia talvez.
Ele sabia como desmanchar em um olhar,
E eu adorava quando me desmanchava.
Mas ele era feito gota d'água em mar,
E por isso em tudo se misturava.
E por isso, não podia ser pra mim,
Pois água de mar não pode seguir
Um caminho que lhe imponha fim.
Mas ele teimava, e tentava em ser
Mas eu fugia, fingia não querer.
Pois eu o amava, livre e selvagem assim
Por isso eu o queria feliz, mesmo longe de mim.
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