Capitulo II
A Morte de Alice
Uma semana se passou desde o
crime hediondo que era assunto em todos os jornais e noticiários de jornais e
TV, todos estavam apavorados, boatos de um assassino em serie corriam entre as
bocas dos moradores de Ouro preto.
“As investigações continuam... Após uma semana a policia ainda busca a identidade do assassino já conhecido pela população local como O lenhador.”
Lia
Alice, em voz alta a noticia da matéria de capa do jornal daquele domingo, as
coisas andavam mesmo estranhas e Ela concordava com seu mais novo amigo Alec
que dizia “- Tudo parece estar conectado, você e seus dons, o assassinato e as
aparições que você esta vendo... Alice você precisa tomar muito cuidado!” Alec
e Alice se aproximaram muito na ultima semana. Ele havia demonstrado muita
preocupação com ela, quase todos os dias ele aparecia para ver como ela estava,
sempre em locais inusitados às vezes na saída da escola outras vezes na pequena
loja de fotografia em que ela trabalhava durante a tarde no meio do seu horário
de lanche, quase nunca a deixava voltar sozinha para casa durante a noite e
apesar daquela perseguição toda Alice não se importara nem um pouco, para ela
estar na companhia de Alec á fazia sentir-se segura apesar de acha-lo muito
misterioso, havia algo nele que deixava Alice literalmente de pernas bambas.
Durante suas conversas ele a
ensinava coisas sobre os astros, energia, intuição e tarot, ela aprendia muito
com ele e ele parecia hipnotizado ao olha-la as vezes. Ela larga o jornal e
levanta-se da mesa onde tomara apenas uma grande caneca de café preto, como era
de costume pela manhã.
- Aonde você vai?
Perguntou seu velho tio, sentado
em uma das pontas da mesa com a mesma voz imponente de aparência seca e
desprovida de sentimentos bons, enquanto seu Irmão Nicolas sentava se à mesa
usando óculos escuros e uma blusa de capuz. Alice ignora a irritante pergunta
de seu tio diz.
- Nico, esta tudo bem? Você tem
andado tão estranho ultimamente...
- Eu estou ótimo Alice...
Disse Nicolas interrompendo Alice
bruscamente com a voz tão alta que deixou um breve silêncio no recinto, até seu
tio voltar a perguntar com a mesma voz intransigente e pesada.
- Aonde você vai Alice?
- O que te importa aonde eu vou no
meu domingo?
- Eu sou o dono desta casa
mocinha e não gosto da companhia que anda... Esta cidade é pequena, mas não e menos
perigosa que são Paulo...
- Olha! Desde pequena você nunca
deu sequer um telefonema ou procurou saber da minha existência, ficou aqui
neste fim de mundo isolado e sozinho cercado de seus gados e pastos intermináveis...
Não venha bancar o “Papai” cuidadoso comigo, com todo o respeito isso não cola
comigo OK!
Antes que alguém pudesse retrucar
as palavras rudes de Alice ela pegou sua pequena bolsa com sua maquina
fotografia e saiu da casa dirigindo sua caminhoneta velha, deixando todos com
uma expressão de espanto.
As imagens de seus pais não saiam
da cabeça de Alice enquanto ela dirigia em alta velocidade, doía muito em seu
peito a falta de sua mãe, estar naquela cidade sozinha, todos os acontecimentos
estranhos a sua volta, ela senta seu irmão demonstrar um lado que ela não conhecia
e estava começando a temê-lo, ela saia tarde todos os dias e chegava quase de
manhã, sempre estava de óculos escuros e capuz, nunca apareceu nenhum dia
sequer às aulas e também não treinava mais os inúmeros esportes que sempre
adorava praticar. Tudo estava confuso na cabeça de Alice naquele momento, todos
estes pensamentos explodiam em sua mente enquanto as lagrimas rolavam em seu
rosto e ela dirigia sem destino algum pelas estradas em alta velocidade.
De repente uma mulher surge
atravessando a estrada tão rápido que Alice não teve tempo de desviar o carro,
apenas freou bruscamente a caminhoneta que só parou após o solavanco na pobre
mulher rolando por baixo das rodas do carro. Alice com o coração acelerado saiu
do carro deixando tudo aberto para ver se a tal mulher que atropelara estava
ainda viva, e para sua surpresa não havia ninguém na pista, ninguém além dela o
carro aberto e ligado naquela estrada de terra, que fazia uma curva a beira de
um enorme barranco. Um arrepio passou pelo seu corpo quando o vento soprou
naquela manha nublada, onde nuvens de chuva anunciavam a chegada de uma
tempestade, ela entrou no carro rapidamente fechou a porta e as janelas
amedrontada e com a nítida sensação de que não estava sozinha, ela tenta ligar
novamente o motor do carro, mas ele parece ter enguiçado.
- Vamos, carroça velha!
Reclama Alice enquanto tenta
ligar o carro parado no meio daquele lugar deserto. Ela ouve um sussurro chamar
seu nome do lado de fora do carro e a pequena criança, que a trancara no armário
estava ao lado de sua janela, assustada e gritando desesperadamente.
- sai dai agora, sai...
Alice entra em pânico e tenta
trancar as portas da caminhoneta quando o retrovisor mostra o reflexo de uma
mulher jovem de cabelos negros e úmidos usando um vestido sujo e puído,
ensopada e cheirando a carne podre ela estava parada olhando para Alice
diretamente nos olhos enquanto o pânico á dominava por completo e antes que
pudesse pensar em escapar daquele carro, a tal mulher morta no banco de traz da
caminhoneta ergueu as mãos para frente e como num rompante o carro liga, troca
a marcha e acelera com toda a força, as portas trancadas não permitiam que
Alice sai-se e antes que ela pudesse fazer algo a respeito o carro sai numa
arrancada frenética, rolando ribanceira a baixo.
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