sexta-feira, 24 de abril de 2015

Um conto de Peter O'Brian - O prefácio de um Epilogo

Montei depressa no cavalo amarrado na cocheira e sai a galope em direção a casa de Madame Lis,  apenas uma palavra batia como um martelo em minha cabeça... Vingança... Vingança... Vingança. Embora minha mente estivesse tomada pelo ódio e fúria, as lagrimas de tristeza britavam de meus olhos ao notar que meu único e melhor amigo fora brutalmente assassinado, pois para mim estava tudo bem claro Jean estava morto e o Maldito Duque fora seu algoz... Agora ele queria a mim, mandou Anette com os olhos do irmão apenas como recado, de que eu seria o próximo por ter tomado o coração daquela que ele julga ser sua propriedade.

Após quase uma hora de viagem galopante, eu estava na metade do caminho e meu cavalo sedento por água, parei para dar de beber ao animal num riacho que cortava a estrada. Sentei a beira aos pés de uma arvore e chorei... Sozinho... As lembranças do ultimo adeus, ele me amava mais do que gostaria de amar e por isso me beijou daquela maneira. Senti um espaço vazio enorme dentro de mim, as coisas faziam sentido, mas de uma forma distorcida, mórbida e sombria... Seria possível um só homem amar a duas pessoas da mesma maneira? Percebi que amava Jean com a mesma intensidade que Claudia e por isso eu tinha que vingar a sua morte, tinha que faze-lo pagar pelo seu crime. Já era hora de partir, levantei-me e procurei nos bolsos do casaco meu lenço a fim de enxugar minhas lagrimas, mas oque encontrei no bolso interno direito foi um envelope, Jean havia me entregado no momento de sua partida e pedido que eu abrisse em seguida, como fui estupido... Pensei alto comigo mesmo ao abrir a carta com as mãos tremulas


Senti meu coração pulsar no momento em que o conheci! Peço que não ache estranhas as minhas palavras, respeito muito o seus sentimentos pela jovem Claudia ela é uma dama adorável e o ama em igual força e voracidade, portanto siga o conselho de um home m que não soube entender o quanto a vida é preciosa... Seja Feliz, abandone tudo e ganhe a estrada a sua frente, eu perdi a vida tramando uma vingança que agora que tenho que lhe dar adeus eu não enxergo mais proposito para executar tal sentença... Mas como um velho muito sábio que conheci costumava dizer “As únicas coisas que não se pode remediar são o tempo desperdiçado, as palavras ditas e a morte” concluo que não tenho mais como voltar a traz minhas palavras, jurei vingar a morte de meus pais e vou fazê-lo!
Deixo para você um tudo oque possuo minha casa, meu jornal e todas as propriedades que herdei de um velho sábio quando ainda eram nada menos que um rapazola...  Inclusive meus sentimentos de extrema felicidade por você e por Claudia!
Com amor do seu Amigo e irmão...
Jean Charles
 Não entendi quais eram as intenções de Jean, com aquela carta, mas agora não importava mais eu estava naquele momento segurando a carta o documento selado e autenticado pelo tabelião que transferia uma lista considerável de bens para meu nome e com o ódio tomando meu ser e dominando minha mente, guardei o envelope as pressas e sai novamente a galope para terminar o que Jean havia começado... Matar o Duque de Villette
Uma hora depois eu chego ao meu destino, a casa de Madame Lis estava vazia com as portas fechadas, amarrei o cavalo a num dos becos e fui me esgueirando pelas janelas do enorme casarão. A julgar pela hora, quase noite, as portas deveriam estar abertas foi quando ao me aproximar de uma das janelas ao lado da porta central, ela se abriu... Eu respirei fundo e entrei...         

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